Começo por dizer q nao percebo nada nem de politica nem de economia.
Mas de alguma maneira me revejo nestes disturbios. Eu jamais recorreria à violência mas podia ser mãe de um dos subversive indulgents. E em verdade não posso afirmar q nao os entenda.
Será q é justo dizer q aquela gente toda, aquela revolta toda, tudo aquilo teve como objectivo roubar lcd's? ...pq se é isso é assustador, quer dizer q o RU é um covil de marginais organizados q têem como propósito partir aquela merda toda...
Aquilo são jovens sem emprego, sem dinheiro para consumir, pq consumir é q é importante, é essa a base da educação desta malta toda...ganhar muito para comprar muito comprar tudo o q sai para o mercado, o novo modelo de telemovel, o mp3, mp4, ipod, ipad, sei lá são tantas inovações e passam de moda num instantinho, e agora saiu um novo modelo, este canta, este acorda-me e dança, aquela da musica e tem fb,.. e os jovens querem o q todos queremos, ou ja quisemos e ainda queremos para os nossos filhos...querem ter tudo aquilo a q acham q têem direito. E a bem dizer dá muito jeito a esta malta q nos governa q assim seja. Não seriam certamente tao ricos se nao tivessem fumentado este consumismo exacerbado.
É errado dizer q são só marginais, pq antes de serem marginais foram jovens q ou abandonaram a escola (normalmente vivem em lares desfeitos pelo desemprego dos pais, pela crise, e depois pela droga e pela marginalidade a ela associada)ou nao conseguem arranjar emprego, tenham estudado, nao tenham estudado...e sim, já a minha mãe dizia q a marginalidade nasce da falta do q fazer, da falta de luz ao fundo do túnel.
Devolvam lhes o futuro pq o deles tb é o nosso. E se pensarmos bem estamos tao mal ou pior q os jovens. Os jovens são é jovens, são irreflectidos, ansiosos, querem tudo para já, para ontem se possível. Os jovens sempre foram assim e agora têem a tecnologia com eles, usam na bem, se calhar melhor do q o previsto. É urgente dar propósito a esta gente.
É errado até pq ja foram detidas imensas pessoas q nao sao nem jovens nem muito menos marginais, algumas até estão empregadas...
porquê?
pq arrisca uma mulher roubar um par de sapatos levando até o filho pela mão? eu arrisco dizer Why not!
Sim, posso sem estar muito longe da verdade idear q esta senhora foi buscar o filho à escola e passando pela montra partida, no meio do caus, no meio da confusão, ...quem é q vai ver,..se atreve a levar os sapatos q lhe fazem tanta falta,e q a merda de salário q recebe nunca chega para essas coisas, ...e pq não, pensa ela, estes c..ões (leia -se governo, policia, patrões, proprietarios e ricos em geral) nem vao dar pela diferença, mais um par menos um par, e nao vou ter outra oportunidade como esta, vou arriscar.
Infelizmente parece q vão todos ter o seu retrato pelas ruas da cidade, culpados ou inocentes, andam à procura deles em Birmingham http://www.publico.pt/Mundo/em-birmingham-os-rostos-dos-suspeitos-dos-saques-aparecem-em-ecra-gigantes_1507442, o q nao me parece uma medida muito acertada se se pretende acabar com os tumultos. Julgamentos em praça publica não acabam bem e nao dao vontade de rir como este http://www.publico.pt/Mundo/em-birmingham-os-rostos-dos-suspeitos-dos-saques-aparecem-em-ecra-gigantes_1507442 .
Tenho este pesadelo q me persegue, q isto não fica pelo RU, q vai alastrar pela Europa, q estamos sentados num barril de polvora, q ha demasiada gente insatisfeita para isto acabar bem, recordações do passado atormentam me, vejo líderes a nascer destes descontentamentos, temo q sejam aproveitados pela extrema direita e manipulados por ela, como ja estão ser diga se a bem da verdade...e aí sim, aí não ha blackberry q nos salve :(
Há muitos anos, 1937, 38, na Beira Interior, encosta da Serra do Caramulo. Faz frio, cheira a estrume, tudo é tosco, rude, sujo, escuro...
Isadora falha no seu proposito de casar com o herdeiro da aldeia. Julgava ela que aquelas noites de luxuria no meio da palha e das chibas, que a juras de amor do jovem abastado, seriam a sua alavanca para fora da pobreza imunda em que vivia,...até já tinha no ventre o herdeiro do herdeiro.
Infelizmente para Isadora em 1938 os herdeiros não casam com mulheres de 30 anos, claramente fora de prazo, sem terem onde cair mortas.
A lamúria de que teria o jovem herdeiro desflorado a moça não pegou...a moça já não era tão moça assim e além do mais, na aldeia, vários já se tinham aliviado entre as suas coxas... era uma moça fogosa.
A criança, rejeita-a, semi educa-a. Aliás prática normal, como constatei mais tarde quando visitei aquele lugar horrendo, perdido lá no interior norte. As crianças são educadas pelos velhos que estão em casa, porque os pais estão a trabalhar. Dantes no campo, agora nas fábricas, mas a tradição mantem-se. Acontece naturalmente, não é preciso pedir, combinar horários, pagar, nada, é curioso :)
E Orlando foi criado assim, por todos e por ninguém. Porque Isadora não estava nem aí para a maternidade.
E já ardilava outro plano para tirar o pé da merda.
Tinha arranjado trabalho no sanatório do Caramulo como servente.
Isadora, não sendo uma mulher bonita, chamava a atenção. Tinha aquele ar de quem gosta de sexo... E gostava, se havia coisa que Isadora gostava era de sexo.
E porque gostava procurava, e porque procurava encontrou. Encontrou Bernardo, doente em recuperação, que também gostava de sexo, e longe da mulher e filhas, cedeu às investidas da ardente Isadora.
Atravéz de Bernardo, das histórias que contava da sua cidade Lisboa, do seu bairro Campo d'Ourique,...Isadora começou a sonhar com uma vida ainda mais glamorosa do que aquela que o jovem herdeiro lhe proporcionaria, caso esse ardil tivesse resultado.
Em Lisboa é que era!!
Lá é que ela ia ser feliz :)
Bernardo recebia de Lisboa cartas da esposa. Estas cartas eram escritas por Laura, vizinha de Ester, esposa de Bernardo. Como muitos na altura, Ester não sabia ler nem escrever.
Laura tinha vivido na mesma casa que Ester e Bernardo habitavam em Lisboa. Tinha sido assim que se tinham conhecido.
A familia de Laura tinha crescido. Já eram 3 filhos, o espaço era curto naquela casa. André, seu marido, tinha um emprego melhor, podiam mudar-se para uma casa maior. Longe daquelas vilas operárias que existiam nas trazeiras daquela casa, com as quais André não gostava que Laura convive-se. André aspirava a mais, a melhor, e não gostava daquela mania, aquele íman que Laura tinha para pessoas estranhas, com histórias de vida macabras...onde é que ela descobria aquela gente...não eram de má índole, mas falavam mal, diziam asneiras, tinham habitos rudes e Laura acabava por adoptar todos aqueles trejeitos menos próprios.
André gostava de Laura. Era uma mulher bonita, vistosa, mais alta que a maioria das mulheres do seu tempo. Era educada. Sabia ler e escrever. Não havia muitas com essa qualidade.
E por saber ler e escrever, Laura era muito requesitada para ler e escrever cartas de toda aquela gente das vilas operárias de Campo d'Ourique, que um dia foram seus vizinhos, e ficaram amigos para a vida.
Assim, Laura lia e escrevia as cartas de Ester para Bernardo e deste enquanto este esteve hospitalizado no sanatório do Caramulo.
Sem nenhuma das duas desconfiar que à cabeceira de Bernardo estava Isadora, ardilando um plano...
...na vida não há acasos, ou só há acasos...
em tempos, casei me, convencida q estava a começar a minha vida de adulta, independente, q ia ser feliz para sempre, q ia constituir familia e ser feliz.
feliz, feliz...
foi seguramente a época mais infeliz da minha vida, onde vi morrer todos os meus sonhos, onde reforcei todas as minhas inseguranças e adquiri mais algumas, senti me falhar,...doeu porra, doeu muito constatar q cometi um erro com tantas consequencias...
...e depois visto daqui tudo parece um baile encenado, uma coreografia caótica, como se fosse um remoinho do qual nao conseguimos fugir...
...quis o acaso q, na espiral descendente em q me encontrava, tropeça se naquele q viria a ser o pai dos meus filhos...
...quis tb o acaso q ele habita se a casa onde a minha mãe nasceu !!!!
...e apartir daí acontecessem uma série de acontecimentos, eu tomo conhecimento de uma série de factos tenebrosos e realidades assustadoras, tudo fruto do acaso, q deveriam ter servido de aviso, e eu nao vi, porque eram fruto do acaso, ou por nao ha como fugir aos acasos...
Tudo aquilo parecia um filme italiano estilo 'Feios ,porcos e maus'...
Era tudo sujo, pobre, mesquinho, era demasiado mau para ser verdade,
Nao sei até hoje se foi por acaso, mas correu mal.
os acasos acontecem me com frequencia...
talvez por q sou uma procrastinadora como diz o T, deixo tudo ao acaso :)
Mexicana, Praça de Londres, 12 de Maio 2011,
Gosto de beber café na Mexicana, servem a Madalena com um garfo. Lembra me a infância, a bica na Tentadora nas manhãs de fim de semana. É bom comer assim, tem um certo charme, um certo...faltam me palavras, tenho um vocabulário tremendamente pobre :(
Devia ler mais, aprender, adoro aprender, se pode se estava sempre na escola...
mas perdi me como sempre...falava de bolos com garfo, q é bom e glamoroso, mas eu sinceramente prefiro ir partindo pequenos pedaços com os dedos, e assim vou lambendo e chupando a ponta dos dedos...é tão bom :)
Está um senhor na esplanada onde me encontro a fumar cachimbo, a mesma marca q o meu pai fumava, reconheço o cheiro, meio adocicado,a minha mãe adorava.
A minha mãe faria 82 anos hoje. Eu e o meu pai compraríamos presentes q ela abriria com entusiasmo. Para logo de seguida com uma franqueza despida de qq apreço pelo nosso esforço em agradar lhe, dizer q não era nada daquilo q queria. É das memórias mais vivas q tenho da minha mãe: os seus amuos e birras infantis